A natação como esporte olímpico: confira essa história!

A natação acompanha o homem desde o surgimento do homem. Afinal, o movimento de braços e pernas dentro da água já era praticado em comunidades primitivas, onde homens nadavam para fugir de predadores – ou, quem sabe, por diversão mesmo!?

Mas, de lá para cá, o fato é que a natação passou por várias mudanças até se tornar um esporte e ter seus estilos definidos. Logo, não demorou muito para que as competições começassem a ocorrer, tendo a primeira disputa oficial em 1858, na Austrália. Dez anos depois, a Inglaterra promovia um campeonato nacional, seguida pelos EUA.

Já bastante apreciada e praticada pelo público, a natação entrou na edição dos Jogos de Atenas, na Grécia, 1896, a primeira Olimpíada da Era Moderna. Na ocasião, três provas foram disputadas: 100 metros livre, 500 metros livre e 1.200 metros livre. Todas elas eram realizadas no mar, o que colocava em risco a vida dos participantes.

ALGUNS NOMES QUE DEVEM SER LEMBRADOS

Mas foi somente nos anos seguintes, com a inclusão de piscinas e novas provas nos jogos, que o número de atletas aumentou. Em 1912, inclusive, nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, na Suécia, as mulheres começaram a competir.  A australiana Sarah Funny” Durack foi a primeira grande campeã de uma prova de natação olímpica.

Outro nome também ganhou destaque nas Olimpíadas daquele ano: o havaiano Duke Kahanamoku, um verdadeiro fenômeno no nado crawl. Oito anos depois, nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, na Bélgica, após a Primeira Guerra Mundial, o atleta estabeleceu um novo recorde mundial nos 100 metros de nado livre. E foi essa popularidade que o levou a participar de vários filmes em Hollywood.

Outros grandes nomes da natação surgiram posteriormente. Entre eles, Johnny Weissmuller, que já era notícia antes mesmo de entrar nos jogos, em 1924, por ter nadado 100 metros livres em menos de um minuto.

Com a Segunda Guerra Mundial, os jogos tiveram um intervalo de 12 anos, retornando em 1948, em Londres, na Inglaterra. Nestes mesmos jogos, os norte-americanos voltaram assumindo o topo de melhores do mundo. Tanto que o atleta dos Estados Unidos, Don Schollander, foi o primeiro a conquistar quatro medalhas de ouro numa mesma modalidade em 1964, no Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão.

Mas, alguns anos depois, surgiu outro atleta que só seria superado em número de medalhas em 2008: Mark Spitz, que nos Jogos Olímpicos de 1968 havia decepcionado, em 1972 alcançou a marca de sete medalhas de ouro conquistadas em uma mesma edição olímpica. Quem o superou foi Michael Phelps, até o momento o maior nadador, com 8 medalhas.

COMO FUNCIONAM AS PROVAS HOJE?

Atualmente, a competição de natação tem quatro estilos: peito, costas, borboleta e livre. Mas existem também as disputas do nado medley, em que o atleta deve de utilizar os quatro estilos numa mesma prova.

No quadro das Olímpiadas, são 34 provas valendo medalha, sendo 17 no masculino e 17 no feminino. As disputas variam de acordo com o estilo e a distância. A mais rápida é o 50 metros, apenas no nado livre. Os 100 e 200 metros são nadados nos quatro estilos.

As provas individuais são de 400 metros livre e 400 metros medley, e os revezamentos 4×100 metros livres, 4×100 metros medley e 4×200 metros livres. A 17ª prova do programa masculino é de 1.500 metros livre, enquanto as mulheres têm como prova mais longa os 800 metros livre.

Além disso, há também a maratona aquática, realizada em distância de 10 quilômetros tanto para homens quanto para mulheres. Esta, acontece em água abertas, como rios, mares e lagos.

 

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